Introdução
A semana de final de ano / Ano Novo costuma ser mais calma para grandes lançamentos — mas esta ainda assim enviou sinais significativos sobre o rumo da IA em 2026: consolidação através de aquisições, “IA como infraestrutura” a acelerar, e plataformas a enfrentar um escrutínio crescente por meios sintéticos e manipulação.
Terminando a semana com alguns dos destaques:
1. Meta concorda em adquirir "manus" para potenciar a IA agente
A Meta anunciou que irá adquirir a Manus, uma startup de IA fundada na China, agora sediada em Singapura, supostamente avaliada entre 2 e 3 mil milhões de dólares. A Meta planeia integrar a tecnologia de agentes da Manus nos seus produtos, incluindo a Meta AI, sinalizando uma mudança contínua para assistentes agentiais como diferenciador de plataforma em 2026.
2. Resumos do Google Lançamentos de IA de Dezembro: Flash Gemini 3 + Verificação de Vídeo + Atualizações de Tradução
A Google publicou um resumo de final de ano destacando as atualizações de IA de dezembro — incluindo o lançamento do Gemini 3 Flash (posicionado para velocidade + custo mais baixo), novas ferramentas de verificação de vídeo na aplicação Gemini (usando marca de água SynthID para faixas áudio + visual) e capacidades de tradução ampliadas via Google Translate. É mais um passo para tornar o Gemini uma camada padrão entre produtos de consumo e produtividade.
3. SoftBank compra DigitalBridge para reforçar a infraestrutura de "IA física"
O SoftBank anunciou que vai adquirir o investidor em infraestruturas digitais DigitalBridge por cerca de 4 mil milhões de dólares, reforçando a tese de que a próxima vantagem competitiva em IA não são apenas modelos — são os centros de dados, a conectividade e o poder. O acordo está alinhado com o impulso da SoftBank para aquilo a que chama “IA física” (a infraestrutura real necessária para escalar IA de forma fiável).
4. Segundo relatos, a Brookfield lança um negócio de cloud para arrendar chips diretamente a construtores de IA
Diz-se que a Brookfield está a iniciar um negócio de cloud que arrenda chips dentro de centros de dados diretamente a programadores de IA — ligado a um novo fundo de IA de 10 mil milhões de dólares e a uma empresa de cloud chamada Radiant. Isto reflete uma tendência mais ampla: intervenientes financeiros e de infraestruturas a subir na hierarquia para captar mais da cadeia de valor da IA.
5. Polónia pede à UE que investigue o TikTok sobre desinformação política gerada por IA
A Polónia instou formalmente a Comissão Europeia a investigar o TikTok depois de conteúdos gerados por IA que promovem o sentimento anti-UE se tornarem virais. O incidente encaixa diretamente na era da UE para a responsabilização das plataformas ao abrigo da Lei dos Serviços Digitais, e é um lembrete de que a “influência sintética” é agora uma questão de governação mainstream — e não um debate de segurança de nicho.
6. Empresas de IA da China Aceleram Movimentos no Mercado Público: MiniMax Aponta a Grande IPO em Hong Kong
A empresa chinesa de IA MiniMax tinha como objetivo angariar até 539 milhões de dólares numa IPO em Hong Kong (com uma avaliação reportada em torno de 6,5 mil milhões de dólares), num contexto de uma corrida mais ampla às cotações de fim de ano que incluiu empresas de IA e semicondutores. É um sinal de que o ecossistema de IA da China está a pressionar pelo acesso ao capital, mesmo com as restrições tecnológicas globais a apertarem-se.
Conclusão
Esta semana não trouxe um único “grande momento de modelo”, mas trouxe uma narrativa clara para 2026:
A IA está a tornar-se infraestrutura, as Big Tech estão a comprar capacidade (especialmente capacidade agente), e os reguladores tratam cada vez mais os meios sintéticos como uma questão de integridade da plataforma e estabilidade democrática.







